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terça-feira, 2 de agosto de 2011

Homofobia, Ibope e os avanços na opinião pública no Brasil

Artigo para livre publicação

Toni Reis*

Presidente da ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais e Conselheiro do Conselho Nacional de Lésbicas, Gays. Bissexuais, Travestis e Transexuais.

A pesquisa do Ibope Inteligência sobre atitudes da população brasileira em relação a lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), publicada no último dia 28 de julho, traz alguns dados muito reveladores sobre a evolução da opinião pública a este respeito.



Há 18 anos foi publicada outra pesquisa do Ibope em relação ao mesmo assunto. Em 1993, segundo aquela pesquisa, 44% não mudariam sua conduta com o colega se soubessem que era homossexual. Pesquisa de 2008, também do Ibope, indicou que 65% aceitariam. Já em 2011, 73% dos entrevistados não se afastariam se descobrisse que um amigo é gay. Em 1993, 55% não trocariam de médico se descobrissem que era gay. Hoje, 67% são totalmente a favor de médicos homossexuais no serviço público. No que diz respeito à revelação de um(a) amigo(a) ser gay ou lésbica, 80% das mulheres, 81% dos jovens de 16 a 24 anos e 85% das pessoas com nível superior de escolaridade não se afastariam.



É muito alentador observar que, segundo a nova pesquisa do Ibope, 52% das mulheres, 50% dos católicos, 60% dos jovens de 16 a 24 anos e 60% dos com nível superior são favoráveis à união estável entre casais homoafetivos. Em 1993, o assunto nem tinha entrado na pauta do legislativo ou do judiciário, tanto é que a pesquisa do Ibope daquela época nem perguntou sobre isso. No entanto, tínhamos acesso a outras pesquisas que apontavam que havia apoio de apenas 7% da população a esta forma de união. Hoje 45% da população estão a favor.



Vale lembrar que em 1995, existiam apenas 35 grupos LGBT organizados e nenhuma organização nacional. Não havia nenhuma Parada LGBT. Hoje o panorama mudou: há 9 redes nacionais LGBT, pelo menos 250 Paradas LGBT e mais de 300 ONG LGBT em todo o Brasil. Sem dúvida, a organização política do segmento tem contribuído em muito para as mudanças favoráveis que vêm ocorrendo na opinião pública. Neste ano de 2011 vamos para a II Conferência Nacional dos Direitos Humanos da Comunidade LGBT, convocada pela presidenta Dilma Rousseff, que será precedida por Conferências Estaduais LGBT convocadas por todos e todas os(as) governadores(as). Nestas Conferências avaliaremos todas as políticas públicas existentes em nosso país contra a violência e a discriminação e pela cidadania das pessoas LGBT.



Também com base na nova pesquisa, pode-se afirmar que as atitudes homofóbicas têm suas raízes em valores machistas da nossa cultura, na intolerância de certos setores religiosos e na falta de acesso a informações corretas sobre a homossexualidade: 63% dos homens, 77% dos evangélicos e 68% dos com estudo até a 4ª série do ensino fundamental afirmaram ser contrários à união estável entre casais homossexuais. Mesmo aqui há uma evolução se compararmos com a Idade Média, quando éramos queimados na fogueira pela Santa Inquisição, inclusive ainda há 7 países com pena de morte para os homossexuais. Depois a homossexualidade foi considerada crime em muitos países, e ainda há ainda 75 onde ser gay é crime. E no Século XX, até o dia 17 de maio de 1990, a homossexualidade era considerada uma doença pela Organização Mundial da Saúde. Estamos, sim, avançando muito.



Seria muito interessante ter outra pesquisa desta natureza daqui a 10 anos. Se continuar na mesma tendência de aumento de respeito às pessoas LGBT, em especial entre os jovens, o Brasil não será mais um país em que uma pessoa LGBT é assassinada a cada dois dias, e sim um país de respeito e aceitação da diversidade sexual. Para isso, nas palavras de Tony Blair, é preciso três coisas: educação, educação e educação, assim como investimento em políticas públicas.



Além de investir firme na educação e em políticas públicas, o movimento LGBT precisa aprimorar sua parceria com a juventude e com as mulheres, tendo em vista que são o público que mais nos apoia. Também é preciso abrir uma frente de diálogo com os 50% dos católicos, os 23% dos evangélicos e os 60 % de outras religiões que nos respeitam, para que semeiem a boa nova da Constituição Federal, principalmente os artigos 3º e 5º que estabelecem que todos são iguais perante a lei e que não haverá discriminação de qualquer natureza em nosso país, assim como fez o Supremo Tribunal Federal, que, numa decisão histórica e unânime, no dia 5 de maio de 2011, disse não à discriminação, e julgou a favor do reconhecimento da união estável entre casais homoafetivos, com base nos princípios da liberdade, da segurança jurídica , da igualdade de direitos e da laicidade do estado.



Seguindo a filosofia de Aristóteles, quando fala que a finalidade da vida é a felicidade, no último dia 19 de julho a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou uma resolução para que os governos deem mais importância à felicidade e ao bem-estar na elaboração de políticas públicas para alcançar e medir o desenvolvimento econômico e social. O reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo e o respeito à cidadania pode contribuir muito para a felicidade de milhares de cidadãos e cidadãs LGBT no Brasil.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Que não se repita

O filósofo Theodor W. Adorno tem um texto curto, que considero uma as melhores coisas que já li na vida. Ele escreveu “Educação após Auschwitz” após o horror da Segunda Guerra Mundial. Diante de toda a bestialidade do massacre de milhões de pessoas pelas mãos dos nazistas, diante de todo o horror dos bombardeios, diante de casas, vidas, sonhos, destruídos, Adorno conclui sua obra afirmando que a única obrigação da educação, após Auschwitz, é formar as crianças de modo que horror semelhante não ocorra. Em lugar algum, em época alguma. Qualquer ação educativa, didática ou pedagógica que propicie ou incentive a ocorrência de horrores semelhantes é fadada ao fracasso.
Nas palavras do próprio Adorno:

Qualquer debate acerca de metas educacionais carece de significado e importância frente a essa meta: que Auschwitz não se repita. Ela foi a barbárie contra a qual se dirige toda a educação. Fala-se da ameaça de uma regressão à barbárie. Mas não se trata de uma ameaça, pois Auschwitz foi a regressão; a barbárie continuará existindo enquanto persistirem no que têm de fundamental as condições que geram esta regressão
.

Após o massacre de Realengo e diante de outros fatos que invadem o noticiário cotidianamente, chego à conclusão de que fracassamos. De forma retumbante. Precisamos agora re-pensar a forma como educamos as crianças e jovens, para cumprir de verdade a missão da Educação e fazer com que Auschwitz não se repita.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Lição de vida

Vendo o post da “Agora que sou rica” sobre o baile de carnaval da Revista Vogue, uma lição de vida foi aprendida: nunca mais vou sair sem sutiã. O tanto de peitolas caídas em gente se achando podre de chique me serviu como um aviso do destino.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Post sugerido pelo John

O John, colega de trabalho fofíssimo, chegou com essa depois do almoço: No Espaço do Servidor (uma sala vazia onde s pessoas dormem depois do almoço aqui no Ministério), havia uma placa com os seguintes dizeres:

“Espaço do Servidor. Comemoração transferida para a delegacia”.

E ele falou que eu tinha que colocar no blog. Dito e feito. Pena que não deu pra tirar fotos...

Eu achava que o meu trabalho era um circo. Ou um hospício. Ou uma prisão. Mas olhando a frase acima, tive certeza. Só não sei de quê ainda.

terça-feira, 1 de março de 2011

Becky Bloom de baixo orçamento

Fui almoçar no shopping com uma amiga hoje. Não pretendia comprar nada, até por que meu guarda-roupa está estourando.Mas... A Becky Bloom que mora dentro de mim saiu feliz da vida.
Passando na Renner e vendo as roupas com etiqueta vermelha (saldão), deparo com uma vendedora reposicionando as peças. Ela me mostra uam calça cenoura, marrom (nunca tive uma calça marrom) de um tecido mega gostoso. Fala que está em oferta. E que oferta!!! O preço mais barato que já paguei em uma peça de roupa nova em minha vida: simpáticos 6 reais. E uma camisa social preta, com um baabdinho discreto na frente. Simpáticos dez reais. Sim, amigos. Saí da Renner com duas peças e paguei apnas R$ 16,00 nas duas juntas. Não é jabá, não é post pago. Simplesmente é sorte. Adoro economizar dinhero gastando dinheiro. E as peças são boas, dá pra trabalhar, têm cara de reunião, de moça de negócios... Gostei...
E o estrago não parou por aí. Passando por outra loja, que estava em liquidação (Obrigada, Liquida DF), vi um vestido que é a minha cara. Não é discreto. Não dá pra usar pra trabalhar. Mas é um arraso. De estampa de cobra. Emborrachada. Dourada. É uma coisa que chega no limite da breguice, eu sei. Travestis da Augusta dariam um peito de silicone industrial por ele. mas é lindo, é meu e custou vintão.
Pois é... não almoço mais no shopping enquanto não acabar essa liquida DF, ou então, meu salário vai pelo ralo. E o Galalau me interna no hospício.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Ensaiando a volta...

Dois anos que eu não escrevo aqui, quase.
Andei dado uma olhada e deu uma vontade de escrever, um desejo de voltar...
Reli os textos e vi como minha vida mudou nestes dois anos, mas isso é assunto pra outro dia, se hover realmente volta, se isso não for só fogo no rabo.Mas enfim, acho que volto sim. Ando com saudade de um espaço só meu, de uma coisa só minha e eu acho que o blog vai ser o canal.
Vai ser bem diferente do que era dois anos atrás, pois embora a necessidade seja a mesma, estou em um outro momento.
Mas espero que seja bom.
Então, é isso.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Pesos e medidas

Sou uma pessoa magra. Absurdamente magra. Pra vocês terem uma idéia, tenho 1,48 m (isso mesmo, 1,48) de altura e peso menos de 50 kg. Agora devem ser uns 43, 44 kg. E isso é chato pra kct. Sim, todo mundo acha que é uma delícia ser magro. Mas a coisa não é bem assim. Achar uma calça que sirva, por exemplo, é tarefa difícil.
Mesmo tendo um corpo bem feito - a maior parte desses 43/44 kg se concentram em peito e bunda - é difícil, pq as pernas ficam compridas (sempre tenho que fazer barra), a cintura fica larga. Vestido, então, quando eu acho um que sirva sem alteração, eu compro sem questionar o preço, pois é uma oportunidade em um milhão. Biquini é um saco, pois sou magra e peituda. Meu sutiã é 44 e a calcinha 36. E sempre foi assim, desde a dolescência. Já foi pior, já pesei 39 kg. Só consegui encgordar após sofre um acidente e ficar 3 meses de cama sem poder andar, sentar, apenas comendo e vendo TV.
O que incomoda não é o peso em si. É o efeito sanfona. Eu perco peso com uma facilidade enorme. Um dia de ressaca brava, por exemplo, me leva 1,5 kg. E pra esse 1,5 kg voltar é um saco. E o problema do efeito sanfona é que as calças ficam largas, os vestidos ficam feios... Nada serve.
Mas o pior dessa história são as pessoas. Quando a gente que é magra emagrece, as pessoas são muito cruéis. Tenho uma coleção de frases que as pessoas me dizem quando estou na fase mais magra:
Credo, como você está magra!
cuidado pra não voar
Que foi, menina, tá doente?
Nossa, anorexia virou epidemia mesmo
Sua mãe não falou que vc está fazendo tratamento de câncer
Nossa, que horror, você precisa comer
Coitadinha, parece que vai quebrar de tão fina
E outras mais legais ainda. E eu não sei se as pessoas acham que isso é elogio, ou que não ofendem, que não magoam... É tudo muito chato. É tão ruim e maldoso quanto perguntar pra uma mulher gordinha "nossa, que aconteceu, tá grávida?". Ou fazer outros tipos de comentários, tipo "ai, vc é tão linda de rosto, pq não emagrece, hein?"
As pessoas realmente não medem esforços pra fazer com que as outras se sintam mal. Fazem comentários como se a pessoa que os recebe não tivesse espelho em casa e nem conhcesse balança. É uma insensibilidade que beira o mau-caratismo. E sempre tem alguém que tenta te oferecer fórmulas mágicas: pras gordinhas, dietas milagrosas (South Beach, Atkins, pontos, vigilantes do peso), exercícios, tratamentos. Pras magrelas: "por que você não come, hein?" ou então mandam fazer musculação pra ganhar massa muscular.
E aí restam duas alternativas: tocar o f*-se e ser feliz (mesmo com altos e baixos) ou tentar mudar. Eu resolvi tocar o f*-se. Aceitar meu metabolismo do jeito que ele é. Comprar roupas onde eu sei que vou achar o que me serve. Achar costureiras de confiança para ajustes e modificações, ou para fazer coisas sob medida. E olhar para os desagradáveis de plantão com uma cara de desprezo pela indelicadeza deles e ignorar os comentários.
Mas quem está insatisfeito, o que fazer? A Marivone (do Uma Fábula sobre a Vaidade) tem buscado a solução dela. E eu espero que ela encontre. Pois eu sei como é entrar em crise com o próprio corpo e não conseguir solução. Mas ela existe. E encontrá-la é algo individual, que exige um processo muito longo de auto-conhecimento, auto-descoberta e auto-encontro.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Sobre mães e filhas

Não sei se já disse aqui, mas sou louca por "enlatados americanos", também conhecidos como Seriados. ainda vou fazer um post a esse respeito mais detalhadamente, mas hoje o assunto é a série Gilmore Girls, uma das minhas preferidas.
Comecei a assistir Gilmor Girls no SBT, quando passava com o nome "Tal mãe Tal Filha", no domingo de manhã. Assistia com a minha mãe, nesses momentos de preguiça depois do café da manhã e antes do almoço.
Me apaixonei de cara pela Lorelai, mãe solteira de seus 30 e poucos anos, que cria a filha adolescente Rory (que nasceu quando Lorelai tinha 16 anos), em uma cidade fictícia e deliciosa chamada Stars Hollow.
A série tem personagens cativantes, cômicos, um tanto caricatos, mas extremamente complexos e peculiares. Mas o que eu mais gosto nela é a maneira como aborda as relações humanas, especialmente entre mães e filhas. Me atrevo a dizer que esse é o eixo principal da série: como a relação entre mãe e filha pode ser fácil, difícil, complicada, profunda e cheia de afetos e contradições.

É uma delícia ver a relação entre Rory e Lorelai, que é uma mulher que foi mãe muito jovem e que ainda assim resolveu sair de casa e criar a filha sozinha, com a cara e a coragem, sem a ajuda de ninguém, enfrentando seus pais de família rica e tradicional pra viver a sua vida do jeito que quer e que bem entende, mesmo com dificuldades.
É muito legal ver o quanto, no começo da série Rory se espelha nessa mulher engraçada, bem humorada, irreverente e o quanto, ao passar dos anos Rory vai tentando ser alguém diferente, adquirindo personalidade própria, percebendo que embora sua mãe seja incrível, ela não precisa ser igual a ela, seguir o mesmo caminho, fazer as mesmas opções. É emocionante ver Lorelai entrar em crise ao ver a filha contestar alguns de seus valores enquanto cresce e - pior ainda - defender alguns dos valores dos pais de Lorelai.
Com a gente, da vida real, é assim. Por mais que admiremos nossas mães, por mais que em determinada época da vida a gente queira parecer com elas, ser como elas, tem um momento em que queremos ser nós mesmas, ser diferentes, sem deixar de lado tudo de bom que aprendemos com elas, às vezes em uma postura de questionar, entrar em embate, contestar. E isso é doloroso para as nossas mães, pois elas sentem - e isso fica muito evidente na série, no sofrimento de Lorelai - que estamos jogando fora tudo o que nos foi ensinado e o que é pior, desprezando-as, ignorando-as.
E o contrário também é difícil. A relação de Lorelai com sua mãe, Emily, é algo extremamente conflituoso, justamente por que Lorelai sempre se sentiu sufocada pelas regras, padrões e rituais de Emily. E seu jeito de demonstrar isso foi a fuga - quando ficou grávida, aos 16 anos - e o embate - anos depois ao retomar a relação com os pais. A mãe de Lorelai, apesar de toda a rigidez, da formalidade, é uma mulher que ama imensamente a filha e a neta e que se sente extremamente magoada pela filha não querer o mesmo modo de vida, os conselhos, o status social que ela tem. Ela acha - E lorelai contribui pra isso - que a rejeição é a ela como pessoa e se sente uma catástrofe como mãe. Ela tem questionamentos quanto ao modo de vida de Lorelai, mas o tempo (sempre o tempo) mostra que no fundo ela sente uma admiração imensa pela filha, por ela conseguir administrar um negócio, cuidar de uma casa, criar uma filha, ter uma vida amorosa e ser feliz, tudo isso sozinha, sem empregados, sem um marido, com pouco dinheiro. E Lorelai vai descobrindo aos poucos que se parece mais com a mãe do que gostaria.
Uma das cenas mais bonitas de toda a série é quando logo após o pai da Lorelai ter um infarto, Emily precisa administrar as contas e chama Lorelai para ajudá-la. As duas vão fazendo as contas entre um drink e outro e, abalada pela emoção e um pouco bêbada, Emily diz a Lorelai o quanto a admira, o quanto se orgulha dela e que se pudesse viver de novo a vida, seria como a filha. E Lorelai faz uma cara tão perplexa e tão agradecida ao mesmo tempo, que é tocante. Infelizmente não achei o vídeo pra postar... Mas essa cena é da sétima (e última) temporada.
Conosco muitas vezes acontece isso. Muitas vezes questionamos, brigamos, entramos em conflito comnossas mães. mas ao mesmo tempo anseamos por nos sentirmos queridas, acolhidas adequadas, tudo ao mesmo tempo. E não percebemos que brigamos por querer fazer as pazes sem saber como. Que o que não gostamos na mãe da gente muitas vezes é um espelho. E que o reconhecimento que ambas as partes anseiam ver e ter uma na outra está ali, posto, só é preciso baixar as armas.
Quando aprendemos a equilibrar amor, afeto, admiração, conflito e dissonância, a relação entre mãe e filha é uma das coisas mais gostosas e sublimes da vida, pois dificilmente alguém ama uma filha como uma mãe e dificilmente alguém ama tanto uma mãe quanto uma filha. E isso é o que Gilmore Girls nos mostra de maneira linda, delicada e inteligente.